domingo, 5 de outubro de 2008

Outubroounada

Um dia acordei outubro e nunca mais dormi. Categorizo tudo em um suspiro, e espero, as folhas de outono pararem de cair. De nada me importam as flores, as cores e os odores. Eu canto, sozinha, je taime, moi non plus. E deixo essa felicidade triste cair em mim. Vamos dar as mãos e sair correndo daqui? Vamos logo fugir desse país e deixar as flores de jasmim para trás. Que morram as flores e as folhas, já não me importo mais. Somos putas. Devassas e depravadas. Toca mais um pouco dessa música e me deixar sentir essa felicidade triste. Me afogo em Damien Rice ate me sentir blue. Dos desoutonos, o que mais gosto é o de Outubro, Novembro, não Dezembro. Me afogo em cada folha descolorida, desprovida de vida. E deixo que todas acabem em mim (para mim, de mim). Outubro ou nada. De nada. Para nada. É nada. Sou nada.

3 comentários:

Mayara Montenegro disse...

Gosto do que você escreve, aproveitei para ler tudo. E gostei. O mais legal é como dá para visualizar, pelos detalhes. Vou adicionar.

rayza quem? disse...

acharemos uma catedral onde duas putas se sentirão felizes simplesmente por estarem juntas.

Thalyta França disse...

outubro é lindo no nome mas prefiro setembro que vem depois dos desgostos de agosto.