quinta-feira, 30 de abril de 2009

Eram assim, de poucas palavras. Preferiam os olhares por que esses não proferem mentiras. Se fosse brega diria, os olhos são as janelas da alma, mas se assim o fosse fecharia e passaria a tranca em uma noite de chuva - só para não molhar, riria. Ali haveria todos os problemas, cada um que haviam se forçado a fugir. A menina chorando, o berro no meio da noite. Levanta, chinelo de dedo, arrasta o pé, vem neném, cuidado com a cabeça, cobertor amarelo, arrasta o pé, deita na cama – me dá um dipirona? - não. Dorme com dor.

2 comentários:

Victor Manfredine disse...

e pensa dormindo,
na dor que um dia não terá.
sim, sim, sim.

Janu Schwab disse...

adoro poesias!





eu minto.